A abertura da chamada janela partidária marcou o início das principais movimentações do calendário eleitoral brasileiro rumo às eleições de 2026. O período permite que deputados federais, estaduais e distritais troquem de partido sem perder o mandato, intensificando articulações políticas em todo o país.
A janela partidária começou em 6 de março e segue até 3 de abril, com duração de 30 dias. Durante esse prazo, parlamentares podem mudar de legenda sem sofrer punições por infidelidade partidária. A regra foi criada pela Lei nº 13.165/2015 e consolidada pela Emenda Constitucional nº 91/2016, que alterou dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995).
A movimentação ocorre em um ano eleitoral importante para o país. Em 2026, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Além da janela partidária, o calendário eleitoral possui outras etapas decisivas. Uma delas é o prazo para filiação partidária, que deve ocorrer até seis meses antes das eleições para quem deseja disputar um cargo público.
Outro momento importante são as convenções partidárias, quando os partidos oficializam seus candidatos e definem alianças políticas. Após essa fase, começa o período de campanha eleitoral, quando os candidatos podem pedir votos e apresentar propostas aos eleitores.
O processo segue com a realização do primeiro turno das eleições. Caso nenhum candidato à Presidência da República alcance a maioria absoluta dos votos válidos, será realizado o segundo turno.
A etapa final do calendário é a diplomação dos eleitos, quando a Justiça Eleitoral confirma oficialmente os vencedores do pleito e os habilita para assumir os cargos.
Com a janela partidária aberta, as próximas semanas devem ser marcadas por negociações, mudanças de partido e formação de novas alianças políticas, que podem influenciar diretamente o cenário eleitoral de 2026.










