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Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto capacita profissionais e amplia acesso a método contraceptivo para mulheres

Formação fortalece a saúde da mulher e prepara profissionais da rede municipal para oferecer um método contraceptivo moderno, seguro e de longa duração

Durante toda a semana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Lagarto realizou uma capacitação voltada para enfermeiros da Atenção Primária, com foco na saúde da mulher e na ampliação do acesso ao planejamento reprodutivo. A formação abordou a inserção do implante contraceptivo subdérmico, um método moderno, seguro e de longa duração disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

 

A iniciativa teve como objetivo preparar os profissionais para realizar o procedimento e orientar as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre mais uma alternativa para o planejamento familiar. O processo de inserção do implante está sendo realizado no Centro Humanizado de Saúde da Mulher e da Criança, que recebe as pacientes encaminhadas pelas unidades de saúde.

 

Responsável pela capacitação, a enfermeira Alexsia Nunes destacou que a formação fortalece o cuidado com a saúde feminina ao ampliar as opções contraceptivas disponíveis na rede municipal. “Estamos capacitando os enfermeiros da Atenção Primária para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e oferecer às mulheres do município um método contraceptivo moderno e seguro”, explicou.

 

Segundo ela, o implante subdérmico é um método altamente eficaz, reversível e com duração de até três anos. “É um pequeno implante colocado sob a pele, com anestesia local. É um procedimento rápido, seguro e que garante proteção contraceptiva por até três anos”, acrescentou.

 

Alexsia também destacou que ampliar o acesso aos métodos contraceptivos contribui para garantir autonomia às mulheres e prevenir gestações não planejadas.

 

Mês da Mulher: mais acesso ao planejamento reprodutivo

De acordo com a diretora da Rede de Atenção Primária, Fábia Laís, a capacitação permite que os profissionais orientem melhor as mulheres nas unidades básicas de saúde e encaminhem aquelas que têm indicação para o implante.

 

“A partir dessa capacitação que estamos promovendo, as mulheres que tiverem interesse podem procurar a sua unidade de saúde para uma consulta de planejamento reprodutivo com a enfermeira de referência. É um processo que envolve planejamento e seguimos uma série de prioridades para que tudo aconteça da forma mais segura para todas”, explicou.

 

Após essa etapa inicial, as pacientes passam por uma avaliação e, se estiverem dentro dos critérios de elegibilidade, são encaminhadas para o Centro Humanizado de Saúde da Mulher e da Criança para a realização do procedimento.

 

Entre os grupos prioritários estão adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade social, pacientes com doenças crônicas, mulheres no pós-parto e aquelas que não se adaptaram a outros métodos contraceptivos.

 

Autonomia e cuidado com o próprio corpo

Para muitas mulheres, a iniciativa representa mais autonomia sobre a própria saúde e sobre o planejamento da vida reprodutiva.

 

Elinara Santos, de 29 anos e mãe de três filhos, decidiu colocar o implante após receber orientação da equipe de saúde. “Fiquei sabendo pela minha enfermeira do CAPS. Ela perguntou se eu queria colocar e eu aceitei. É bom para a gente se cuidar, porque dura três anos e eu já tenho três filhos”, contou.

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