Ausência de apoio de parlamentares que aprovaram a concessão reacende debate sobre fiscalização do contrato firmado pelo governo de Fábio Mitidieri.
A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da empresa Iguá no serviço de abastecimento de água em Sergipe ainda não alcançou o número mínimo de assinaturas na Assembleia Legislativa.
Protocolado na primeira semana de fevereiro pela deputada estadual Linda Brasil (PSOL), o requerimento precisa do apoio de pelo menos oito parlamentares para que a comissão seja oficialmente instalada. Até o momento, apenas quatro deputados assinaram o documento.
Além da autora da proposta, também subscreveram o pedido os deputados Georgeo Passos (Cidadania), Marcos Oliveira (PL) e Luizão Dona Trump (União Brasil).
Entre os 19 parlamentares que votaram favoravelmente à concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), apenas Luizão Dona Trump também assinou o pedido de abertura da CPI.
Deputados que votaram a favor da concessão não assinaram a CPI
Até o momento, 18 deputados que apoiaram a concessão do serviço de água e esgoto à iniciativa privada ainda não subscreveram o requerimento para instalação da comissão investigativa. São eles: Cristiano Cavalcante (União Brasil), Jorginho Araújo (PSD), Marcelo Sobral (União Brasil), Lidiane Lucena (Republicanos), Garibalde Mendonça (PDT), Carminha Paiva (Republicanos), Áurea Ribeiro (Republicanos), Adailton Martins (PSD), Pato Maravilha (PL), Kaká Santos (União Brasil), Neto Batalha (PP), Netinho Guimarães (PL), Jeferson Andrade (PSD), Luciano Bispo (PSD), Luciano Pimentel (PP), Samuel Carvalho (Cidadania), Ibrain Monteiro (PV) e Maísa Mitidieri (PSD).
Deputados que não votaram a concessão também não assinaram
Os deputados Chico do Correio (PT) e Paulo Júnior (PV), que não participaram da votação da concessão, também ainda não assinaram o requerimento para abertura da CPI.
Debate sobre fiscalização
A falta de novas assinaturas levanta questionamentos sobre a disposição da Assembleia em aprofundar a fiscalização do contrato firmado pelo governo do estado com a iniciativa privada para gestão dos serviços anteriormente prestados pela Deso.
A concessão foi realizada durante a gestão do governador Fábio Mitidieri e tem sido alvo de críticas de setores da oposição e de parte da população, que apontam aumento nas tarifas e falhas no abastecimento em alguns municípios.
Enquanto não atinge o número mínimo de assinaturas, a CPI permanece apenas como proposta protocolada na Assembleia Legislativa, sem previsão de instalação.










