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André Moura e Alessandro Vieira travam disputa, mas Mitidieri dita regras da chapa

Rogério Carvalho aparece como alternativa estratégica enquanto o governador preserva a harmonia governista

Os bastidores da política em Sergipe estão aquecidos com a tensão entre os pré-candidatos ao Senado pela chapa governista: André Moura (UB) e Alessandro Vieira (MDB). O estopim foi uma declaração do delegado Alessandro, sugerindo que André “corre sempre o risco de acordar ao som da sirene de uma viatura policial, e não do despertador”.

A fala causou reação imediata de André, que praticamente impôs ao governador Fábio Mitidieri uma escolha entre os dois nomes e deixou claro que gostaria de ver Alessandro fora do projeto de reeleição. A situação, porém, não é simples: abrir mão do apoio de um senador em mandato, bem avaliado nacionalmente, pode ser arriscado politicamente.

Nesse cenário, uma terceira figura ganha força: o senador Rogério Carvalho (PT). Qualquer movimento do governador que prejudique um dos pré-candidatos governistas pode abrir espaço para que Rogério se encaixe na chapa, fortalecendo o peso do PT e do governo federal.

Rogério vem crescendo no chamado “segundo voto” da base governista, apoiado também pelo impacto das emendas parlamentares, enquanto Alessandro ressurge como opção forte entre prefeitos próximos ao governo estadual. O crescimento simultâneo de ambos gerou desconforto em André, que, apesar de ter contribuído para eleger prefeitos, depende da proximidade com o governo estadual para manter influência.

Após o Carnaval, Mitidieri adotou um tom conciliador, mas firme: afirmou que a manutenção da chapa exige harmonia e que não pretende abrir mão de nenhum aliado por pressão. A mensagem contraria setores alinhados a André, que apostavam no ultimato como estratégia de imposição.

Resta atenção às declarações de Alessandro, que precisam de esclarecimento, já que sugerem convicção sobre acontecimentos iminentes. O governador mantém estilo de liderança aberto ao diálogo, mas com planejamento próprio e palavra final.

Dentro desse ringue político, a disputa entre André Moura e Alessandro Vieira é acirrada, mas já há um “vencedor” estratégico: o governador Fábio Mitidieri. Ele não se importa com quem vença o confronto, sua prioridade é manter a harmonia da chapa e garantir que, independentemente de quem saia enfraquecido ou de ajustes necessários, haja uma composição sólida e competitiva. Caso um deles se afaste ou seja prejudicado politicamente, Rogério Carvalho (PT) aparece como alternativa estratégica, pronta para assumir com relativo conforto político, mantendo a força governista e a sintonia com o “lulismo” nacional.

Ou seja: a luta pode ser intensa, mas quem já controla o tabuleiro é Mitidieri e ele não precisa vencer o combate, apenas garantir que ninguém desconfigure a chapa que ele já planejou.

O desfecho da disputa ainda é incerto, mas a guerra silenciosa deixou de ser apenas retórica: tornou-se teste de força, maturidade e cálculo político, que pode redefinir o tabuleiro do Senado em Sergipe.

Imagem produzida por Inteligência Artificial (IA). A representação mantém todas as direções e características dos pré-candidatos ao Senado em Sergipe — André Moura (UB), Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) — respeitando suas posições políticas e trajetórias, sem alterações nos contextos ou simbolismos relacionados à disputa.

📑: @borasaberr

📸: ffnoticias.com.br

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