Caso citado no SE 2ª Edição e debatido nas redes sociais não foi mencionado pelas parlamentares na sessão de retorno da Câmara, no dia 19
O município de Lagarto acompanha, desde o último dia 17, a repercussão de um caso grave envolvendo o vereador Fernando Moura. Após o vazamento de um boletim de ocorrência registrado na segunda-feira, dia 16, veio a público a informação de que o parlamentar teria, supostamente, agredido a própria companheira.
A divulgação do caso provocou forte reação popular, ampliou o debate sobre violência doméstica e gerou cobranças por posicionamentos institucionais, especialmente por se tratar de um agente público no exercício de mandato eletivo.
Repercussão estadual e cobrança por posicionamentos
O episódio ganhou ampla repercussão na mídia local e nas redes sociais, sendo destaque no jornal SE 2ª Edição, exibido ontem. A exposição intensificou as discussões públicas e trouxe à tona questionamentos sobre a postura do Poder Legislativo municipal diante de denúncias dessa natureza.
Apesar da gravidade do caso e da visibilidade alcançada, nenhuma das três vereadoras eleitas no município se manifestou publicamente para repudiar a violência doméstica denunciada.
Retomada dos trabalhos sem menção ao caso
O silêncio das parlamentares persistiu mesmo após a retomada dos trabalhos da Câmara Municipal, ocorrida ontem, dia 19. Durante a sessão legislativa, o tema não foi citado em nenhum momento pelas vereadoras.
Não houve pronunciamento em plenário, pedido de apuração, nota de solidariedade à vítima ou qualquer manifestação institucional relacionada ao episódio. Para parte da população, a postura adotada transmitiu a impressão de que o caso foi tratado como inexistente dentro da Casa Legislativa.
Vereadoras em silêncio
Até o momento, seguem sem manifestação pública as seguintes vereadoras, listadas em ordem alfabética, com seus respectivos partidos:
Fabiana de Sandro do Boeiro – Republicanos
Eleitas também com o voto de mulheres lagartenses, as parlamentares ainda não divulgaram nota oficial, declaração pública ou posicionamento de repúdio à violência contra a mulher no contexto do caso.
Repúdio não é julgamento
É importante destacar que não se espera que parlamentares atuem como juízas ou antecipem qualquer decisão judicial. A apuração dos fatos cabe exclusivamente à Justiça, dentro do devido processo legal. No entanto, repudiar a violência doméstica é um posicionamento político e social, não um julgamento criminal.
Em um país onde a violência contra a mulher permanece como uma grave realidade social e institucional, a ausência de qualquer manifestação por parte de representantes eleitas, especialmente após a retomada oficial das atividades legislativas, gera desconforto, críticas e questionamentos sobre o papel da representatividade feminina no Parlamento.
Espaço aberto para manifestação
Em respeito às vereadoras, tanto como mulheres quanto como parlamentares do município, o espaço do @borasaberr segue aberto para a publicação de qualquer nota, esclarecimento ou posicionamento que considerem necessário sobre o caso.
Até o momento, nenhuma manifestação foi registrada. Em situações de forte repercussão pública e denúncias de violência doméstica envolvendo agentes políticos, o silêncio institucional também comunica.










