Brasil manteve um cenário de estagnação no combate à corrupção segundo o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela organização Transparência Internacional. O país obteve 35 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100, e permaneceu na 107ª posição entre 182 países, repetindo a segunda pior nota da série histórica, iniciada em 2012.
Apesar de registrar um aumento de um ponto em relação a 2024, quando marcou 34 pontos, a própria entidade considera a variação estatisticamente insignificante, o que indica ausência de avanço real no enfrentamento ao problema. A pontuação brasileira ficou abaixo da média global e da média das Américas, ambas de 42 pontos.
O IPC mede a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre o nível de corrupção no setor público, com base em diversas fontes e indicadores internacionais. O índice não avalia casos específicos, mas a avaliação geral sobre integridade, transparência e funcionamento das instituições públicas.
Em seu relatório, a Transparência Internacional aponta a persistência de casos de macrocorrupção e faz críticas ao desempenho dos Três Poderes, destacando fragilidades no sistema de controle, fiscalização e responsabilização de agentes públicos.
No ranking global, os países mais bem avaliados em 2025 foram Dinamarca, Finlândia e Cingapura, considerados referências em transparência e governança. Já entre os piores colocados aparecem Somália, Sudão do Sul e Venezuela, que ocupam as últimas posições da lista.
Segundo a ONG, o resultado reforça a necessidade de reformas institucionais, fortalecimento dos mecanismos de controle e maior compromisso político para que o Brasil consiga reverter a tendência negativa observada nos últimos anos.










