O caso de violência doméstica envolvendo o vereador Fernando Moura continua repercutindo no município de Lagarto e tem provocado cobranças por posicionamentos públicos de lideranças políticas locais. Entre os silêncios que mais chamam a atenção estão o da ex-prefeita e pré-candidata a deputada estadual Hilda Ribeiro, atualmente pré-candidata a deputada estadual, e o de sua aliada política, a advogada Rafaela Ribeiro.
Até o momento, nenhuma das duas se manifestou publicamente sobre a denúncia atribuída ao parlamentar, nem divulgou nota de solidariedade à vítima ou posicionamento de repúdio à violência contra a mulher. A ausência de manifestação tem gerado questionamentos, especialmente pelo fato de ambas serem mulheres e figuras públicas com histórico de protagonismo político no município.
No caso de Rafaela Ribeiro, o silêncio também chama atenção por sua atuação como advogada e por se apresentar como pré-candidata ao Executivo municipal, cargo que exige posicionamentos claros diante de temas sensíveis e de forte impacto social.
Vínculo político amplia cobranças
As cobranças aumentaram diante do vínculo político entre Fernando Moura e o grupo liderado por Gustinho Ribeiro, esposo da ex-prefeita Hilda Ribeiro. A relação política tem sido lembrada por moradores e internautas como um fator que contribui para o silêncio das lideranças associadas ao mesmo campo político.
Para parte da população, a falta de posicionamento público pode ser interpretada como tentativa de evitar desgaste político em um momento delicado, marcado por ampla repercussão do caso na mídia e nas redes sociais.
Repúdio não é julgamento
Especialistas e movimentos sociais reforçam que manifestar repúdio à violência doméstica não significa antecipar julgamento ou interferir no trabalho da Justiça. A apuração dos fatos cabe exclusivamente aos órgãos competentes, dentro do devido processo legal. No entanto, condenar a violência contra a mulher é um posicionamento ético, social e político esperado de lideranças públicas, sobretudo femininas.
Em um país onde a violência doméstica segue como uma grave realidade, o silêncio de figuras públicas que já ocuparam ou pretendem ocupar cargos de poder tende a gerar desconforto, críticas e debates sobre coerência, responsabilidade institucional e representatividade.
Até o momento, nem Hilda Ribeiro nem Rafaela Ribeiro se pronunciaram sobre o caso. Em respeito às citadas, tanto como mulheres quanto como lideranças políticas, o espaço do @borasaberr permanece aberto para a publicação de qualquer nota, esclarecimento ou posicionamento que considerem necessário.
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