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CPI da Iguá segue travada na Alese: saiba quem são os deputados que não assinaram pedido de investigação

Enquanto a concessão do saneamento avançou com rapidez, requerimento da CPI ainda não alcançou o número mínimo de assinaturas para ser instalado

A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato de concessão dos serviços de água e esgoto à empresa Iguá Saneamento continua enfrentando resistência na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Mesmo diante de reclamações da população sobre falhas no abastecimento, aumento de tarifas e exclusão de comunidades do contrato, o pedido de investigação segue sem apoio suficiente para sair do papel.

Até o momento, apenas três deputados estaduais assinaram publicamente o requerimento da CPI, número bem abaixo das oito assinaturas mínimas exigidas pelo regimento interno da Casa. Assinaram o pedido a deputada Linda Brasil (PSOL), autora da proposta, além dos deputados Georgeo Passos (Cidadania) e Marcos Oliveira (PL), que defendem a necessidade de apuração rigorosa dos impactos da concessão para a população sergipana.

Por outro lado, a maioria dos parlamentares ainda não assinou o requerimento, segundo registros e manifestações públicas disponíveis até agora. Entre os deputados que não têm assinatura confirmada estão: Adailton Martins, Áurea Ribeiro, Carminha Paiva, Chico do Correio, Christiano Cavalcante, Dra. Lidiane Lucena, Garibalde Mendonça, Ibrain de Valmir, Jeferson Andrade, Jorginho Araújo, Kaká Santos, Kitty Lima, Luciano Bispo, Luciano Pimentel, Maisa Mitidieri, Marcelo Sobral, Netinho Guimarães, Neto Batalha, Pato Maravilha e Paulo Júnior.

A lentidão na coleta de assinaturas tem sido alvo de críticas por parte de movimentos sociais e parlamentares da oposição, que apontam um contraste evidente entre a rapidez com que a concessão foi aprovada e a demora para investigar possíveis irregularidades. Para esses grupos, a CPI representa um instrumento fundamental de fiscalização e transparência, especialmente diante das denúncias que afetam diretamente o direito da população ao acesso à água.

Enquanto o número mínimo de assinaturas não é alcançado, a CPI da Iguá permanece parada, e a cobrança da sociedade por esclarecimentos segue crescendo dentro e fora da Assembleia Legislativa.

Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe

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